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Perícia do Tribunal Superior Eleitoral aponta ausência de publicações falsas no canal ‘Exército do Lula’ no WhatsApp. Decisão sobre reativação do canal ocorreu após divergências na Corte.
Equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu que não foram encontradas publicações falsas no canal “Exército do Lula”, criado na plataforma WhatsApp para divulgar conteúdo em apoio ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A análise foi realizada a pedido do ministro Kassio Nunes Marques, presidente da Corte, após decisões conflitantes sobre a plataforma.
O relatório do setor de combate à desinformação do TSE, que avaliou mensagens e vídeos postados entre 2 e 11 de outubro, afirmou que “quanto à circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes, não foram localizadas […] reproduções das afirmações examinadas nos autos”. A área técnica, no entanto, registrou observações sobre a atuação no canal.
Segundo a perícia, foi identificada uma “atuação coordenada” para disseminação de material. O documento também destacou o uso frequente de uma “linguagem polarizadora”, que, segundo o TSE, pode gerar uma “lógica de confronto potencialmente contrária à condição das eleições como um substitutivo do conflito”.
A questão sobre a legalidade do canal já estava em análise no TSE, após ação movida pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que buscava a cassação do mandato do deputado André Janones (Rede-MG) e a suspensão do canal. O ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, corregedor-geral eleitoral, é o relator do processo na Corte.
Anteriormente, o ministro Kassio Nunes Marques havia determinado a suspensão do canal. Contudo, em decisão de domingo (11), o corregedor-geral eleitoral reverteu a medida e determinou a reativação da plataforma. Villas Bôas Cuêva ressaltou que o pedido da campanha adversária para derrubar sua decisão foi protocolado na presidência do TSE em um intervalo de 41 minutos.
