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Ministro do TSE ordenou a retirada de postagens que misturavam imagens de ato de apoio ao presidente Lula com vídeo de suposto uso de cocaína, considerado enganoso.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou na segunda-feira (12) a exclusão de um vídeo compartilhado nas redes sociais que associava o uso de drogas a um ato político em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado no domingo (11) na Avenida Paulista, em São Paulo. O conteúdo apresentava imagens genuínas do evento intercaladas com um vídeo de uma mulher consumindo uma substância branca, que a campanha de Lula identificou como sendo uma gravação antiga, possivelmente do Chile, sem qualquer conexão com a manifestação brasileira e já circulante na internet.
A decisão atende a um pedido da campanha de Lula e foi proferida pelo ministro Marco Aurélio Bellizze. Ele estabeleceu um prazo de 24 horas para que as publicações sejam apagadas das plataformas digitais. O ministro considerou que a divulgação do material tem o potencial de induzir o eleitor a erro, configurando desinformação.
A ordem de remoção é direcionada especificamente aos perfis do candidato Flávio Bolsonaro, do senador eleito Carlos Bolsonaro, do influenciador Pablo Marçal e do deputado Rony Gabriel. Estes foram identificados como responsáveis pela disseminação do conteúdo manipulado nas redes sociais.
Além das contas individuais, o TSE também determinou que a empresa Meta, proprietária de plataformas como Facebook e Instagram, remova o mesmo vídeo de um perfil específico identificado como @sociedadeemfatos. Caso a página não retire o material voluntariamente, a Meta deverá fazê-lo, e o ministro Bellizze solicitou informações sobre o responsável pela referida página.
Ainda que tenha atendido ao pedido principal de remoção do conteúdo falso, o ministro Bellizze não acatou o pedido de multa contra os envolvidos, feito pela defesa do presidente Lula. O caso ainda será submetido à análise do plenário do TSE para deliberação final.
