Região de Campinas tem 61,3% das cidades sem Delegacia de Defesa da Mulher; veja lista

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Dezessete das 31 cidades abrangidas pela área de cobertura noticiada no g1 Campinas carecem de uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), o que representa 61,3% dos municípios da região. Entre as localidades sem a unidade especializada estão Paulínia, Jaguariúna, Monte Mor, Amparo e Louveira, segundo dados oficiais do Governo do Estado de São Paulo. DDMs são essenciais no acolhimento e investigação de casos de violência contra a mulher.

A ausência de unidades especializadas levanta preocupações sobre o acesso à justiça para vítimas de violência. Um caso recente em Americana (SP) ilustra a gravidade da situação: uma mulher de 43 anos foi assassinada a facadas pelo ex-companheiro, mesmo possuindo medida protetiva. O suspeito, que já tinha histórico de violência doméstica, foi preso em flagrante. Este foi o primeiro feminicídio registrado na cidade em 2026, reforçando a necessidade de serviços de apoio mais acessíveis.

Moradoras de municípios sem DDMs, como Nova Odessa, enfrentam barreiras adicionais para registrar ocorrências. Uma vítima relatou ter precisado se deslocar para cidades vizinhas como Sumaré e Americana para registrar o boletim de ocorrência e realizar exames, mesmo tendo os meios para o transporte. A dificuldade de locomoção, segundo a vítima, pode desencorajar outras mulheres a buscarem ajuda, especialmente aquelas com menos recursos.

A delegada Pietra Duarte de Mendonça, da DDM de Americana, confirma que, embora as ocorrências possam ser registradas em delegacias comuns, o atendimento não possui o mesmo nível de especialização e humanização das unidades dedicadas. Ela ressalta que a distância e as dificuldades de acesso podem aumentar o receio das vítimas em fazer denúncias, apelando por um acolhimento mais próximo.

Para mitigar os efeitos da falta de DDMs, a delegada sugere que as delegacias comuns contem com funcionárias treinadas para oferecer um acolhimento inicial adequado às vítimas. A problemática se estende por todo o estado, com quase 80% dos municípios paulistas (514 de 645) sem uma Delegacia de Defesa da Mulher, evidenciando um desafio de cobertura em larga escala.

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