
Cosmópolis, no interior de São Paulo, foi duramente atingida por um temporal na última semana, que provocou alagamentos generalizados, quedas de árvores e de muros, além de danos significativos na infraestrutura urbana. A força da enxurrada chegou a abrir uma cratera em uma rua e deixou três famílias, totalizando 12 pessoas, desalojadas de suas residências. Não houve registro de feridos até o momento da publicação, mas os transtornos foram amplos.
As precipitações, que ultrapassaram os 40 milímetros em um curto período, vieram acompanhadas de fortes rajadas de vento, intensificando os estragos. Em diversos pontos da cidade, o asfalto foi completamente arrancado pela correnteza, comprometendo a mobilidade urbana e gerando cenas de destruição. Um morador descreveu a situação como a de um “rio” passando pelas ruas, evidenciando a intensidade do fenômeno.
Na Rua Tiradentes com a Paulínia, por exemplo, a água e a força da enxurrada danificaram o pavimento, arrastaram um veículo e derrubaram um muro, cobrindo a via com lama. Um morador de longa data da cidade relatou nunca ter visto uma situação tão caótica em seus 40 anos de residência, comparando novamente a cena a um grande rio.
A Avenida Esther também sofreu com a força da água, que provocou o desabamento da calçada do serviço de atendimento médico especializado (AME) e levou consigo a grade de proteção do prédio, que precisou ser isolado. Alagamentos foram registrados ainda nos bairros Jardim Paineiras, Bela Vista e Vila Kalil, e o cruzamento da Rua Monte Castelo com a Francisco Cezário de Azevedo apresentou danos severos, com o asfalto sendo levantado e uma cratera se formando.
A Defesa Civil, em conjunto com a Guarda Municipal, atuou para mitigar os riscos e garantir a segurança pública, prestando atendimento às ocorrências e trabalhando na desobstrução das vias. A prefeitura informou que a Estrada São Bento, as ruas João Aranha, Coronel Silva Telles, Baronesa Geraldo de Resende, Expedicionário e 30 de Novembro foram alguns dos pontos mais afetados por alagamentos.
Além dos alagamentos e danos ao pavimento, a cidade contabilizou a queda de árvores em diferentes locais, como na Rua Aracy Silva e na Estrada Paulínia-Americana. Muros de residências e da unidade do AME também cederam, e imóveis na Rua dos Professores e Antônio Tavano foram atingidos. A Defesa Civil do Estado já havia emitido um alerta para a região sobre o risco de tempestades, raios, ventos fortes e possibilidade de granizo antes da ocorrência do temporal.
