![]()
Especialistas destacam que a capacidade de interpretar textos é fundamental para a prova de Linguagens do Enem. Resolver questões antigas e focar em gêneros textuais e funções da linguagem são estratégias essenciais para a preparação.
A prova de Linguagens e Códigos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), prevista para 8 de novembro, exige dos estudantes um alto nível de interpretação de textos, competência considerada tão crucial quanto o domínio dos conteúdos programáticos. A preparação para essa etapa se concentra na análise de questões de provas anteriores, com atenção especial aos comandos e aos contextos abordados.
A matriz de referência do Enem, utilizada desde 2009, mantém um grau de previsibilidade considerável nas habilidades avaliadas na área de Linguagens. Segundo especialistas, mais de um terço das questões anualmente demanda análise de diversos gêneros textuais, como charges, artigos de opinião, resenhas, canções e postagens digitais, além de variação e funções da linguagem. A constante é a habilidade cobrada, mesmo que o texto em si varie.
Um dos desafios apontados por estudantes é o grande volume de leitura demandado pelas questões. A estratégia recomendada para otimizar o tempo e garantir a precisão das respostas é iniciar pela leitura atenta do comando da questão, que geralmente se encontra abaixo do texto base. Ao compreender exatamente o que é solicitado, o candidato pode direcionar seu foco para a identificação da informação correta no texto, evitando releituras desnecessárias e processamento ineficiente.
Na reta final de preparação, a revisão de funções da linguagem, variação linguística e coesão textual é aconselhada. O foco deve estar na compreensão de conectores, como “contudo”, “portanto” e “embora”, e em como essas articulações estabelecem o sentido do texto. Em literatura, é vital relacionar o contexto histórico e as ideias de uma época com as características e temas das obras, utilizando exemplos como o Modernismo e a Semana de Arte Moderna de 22 para entender as novas formas de expressão.
Na língua estrangeira, o Enem avalia não apenas a leitura e a gramática, mas também a relação entre textos, imagens, diagramas e situações cotidianas. A compreensão da mensagem global é primordial, e a presença de poemas em inglês em edições recentes reforça a necessidade de ir além da interpretação literal. No espanhol, um ponto de atenção são os falsos cognatos, palavras semelhantes em português e espanhol, mas com significados distintos, como o uso da palavra “esquisito” em espanhol, que se refere a algo saboroso ou delicioso.
