Saúde bucal pode impactar memória e risco de demência, aponta estudo

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Um estudo recente publicado na revista “Neurology” destaca a relação entre a saúde bucal e a saúde cerebral, indicando que a periodontite e a perda de dentes podem estar associadas ao encolhimento do hipocampo, uma área do cérebro crucial para a memória. Os pesquisadores, liderados por Satoshi Yamaguchi da Universidade Tohoku, enfatizam que, embora não se possa afirmar que essas condições causam demência, há uma sugestão de conexão entre elas.

A pesquisa envolveu participantes com uma média de 67 anos, que não apresentavam distúrbios de memória no início do estudo. Após quatro anos, foi observado que a presença de periodontite moderada a severa e a perda de dentes estavam ligadas a alterações no volume do hipocampo. A saúde oral comprometida pode criar um ambiente propício para a inflamação, que pode afetar o cérebro.

Além disso, um estudo da Universidade de Cambridge investigou os efeitos do sedentarismo em idosos. Os pesquisadores monitoraram cerca de 1.400 participantes e descobriram que a diminuição da atividade física estava relacionada à piora na qualidade de vida. Mesmo pequenas interrupções em longos períodos de inatividade podem trazer benefícios significativos.

Os resultados mostraram que a prática de exercícios moderados a intensos reduz o risco de doenças como diabetes e AVC. A pesquisa revelou que os idosos, em média, passaram a se exercitar 24 minutos a menos por dia, aumentando o sedentarismo em 33 minutos para homens e 38 minutos para mulheres.

Os dados sugerem que uma hora de atividade física diária pode melhorar a qualidade de vida, enquanto cada minuto a menos de exercício impacta negativamente essa avaliação. Portanto, a promoção da saúde bucal e a atividade física regular se mostram essenciais para o bem-estar dos idosos.

Com informações do G1.

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