Ex-diretores da Voepass tentam transferir culpa por acidente aéreo em Vinhedo

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Depoimentos de ex-diretores da Voepass à Polícia Federal revelam tentativas de transferir a responsabilidade pela manutenção das aeronaves após o acidente aéreo em Vinhedo, SP, que vitimou 62 pessoas em agosto de 2024.

Marcel Sarquis Moura, ex-diretor de operações, e Carlos Alberto Costa, ex-diretor de manutenção, são réus na ação judicial e alegaram que a responsabilidade pela manutenção dos aviões era do piloto-chefe Raphael Limongi. Marcel afirmou que sua função não o habilitava a responder tecnicamente pelas aeronaves, enquanto Carlos declarou ter perdido influência sobre o Centro de Controle de Manutenção antes do acidente.

A Polícia Federal, em seu relatório final, destacou que a responsabilidade pela operação das aeronaves recai sobre o diretor de operações, no caso, Marcel. O delegado André Ribeiro afirmou que ele tinha conhecimento de problemas técnicos e não tomou providências para evitar riscos, mesmo após ocorrências semelhantes.

A Voepass, em nota, reafirmou seu compromisso com a segurança operacional e a colaboração com as autoridades durante o processo. Os ex-diretores negaram qualquer orientação para que pilotos não reportassem falhas, mas a PF identificou uma cultura de não reporte que contribuiu para o acidente.

O acidente ocorreu durante o voo 2283, que partia de Cascavel (PR) para Guarulhos (SP), e foi o mais grave da aviação brasileira desde 2007. Doze pessoas estão sendo processadas, incluindo altos executivos da Voepass, enquanto outras quatro firmaram acordos de não persecução penal.

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