A estudante Giulia Maria Zanfelice, de 22 anos, residente em Rio Claro (SP), está se preparando para prestar o vestibular da Universidade de São Paulo (USP) pela sexta vez. O exame, que faz parte da Fuvest, ocorrerá no dia 1º de novembro. Apesar das frustrações acumuladas ao longo de cinco anos de tentativas, Giulia mantém viva a esperança de realizar seu sonho de cursar medicina.
Motivada por referências familiares e o desejo de contribuir com o Sistema Único de Saúde (SUS), Giulia destaca a importância de sua trajetória. ‘Serei a primeira da minha família a ter uma graduação’, afirma, ressaltando os ensinamentos que recebeu de mulheres fortes em sua vida. A estudante também reconhece os desafios de lidar com a comparação com colegas que já ingressaram na faculdade, mas continua firme em sua busca.
Giulia não se considera uma pessoa que desiste facilmente e prioriza uma vaga no campus Pinheiros, em São Paulo, embora também esteja se preparando para outros vestibulares. A estudante acredita que cada tentativa traz aprendizado e evolução, mesmo que os resultados não sejam os esperados.
A psicóloga Mariana Viviani, do Colégio Oficina do Estudante, enfatiza que o tempo gasto nos cursinhos não é em vão. Segundo ela, essa preparação desenvolve habilidades de resiliência e disciplina, essenciais tanto para o vestibular quanto para a graduação em medicina. Mariana também observa que a pressão do vestibular pode intensificar a ansiedade, mas é importante lembrar que a aprovação é resultado de um esforço contínuo.
Neste ano, a Fuvest implementou mudanças no formato da prova, reduzindo o número de questões de 90 para 80, mas mantendo o mesmo tempo de duração. As alterações visam proporcionar mais tempo para reflexão e análise dos candidatos. A lista de leituras obrigatórias também foi atualizada, mantendo o foco em autoras mulheres.
Com informações do G1.
