Um estudo internacional identificou uma área de aproximadamente 6,5 milhões de quilômetros quadrados que conecta populações de onças-pintadas em 11 países da América do Sul. Essa região atua como uma “espinha dorsal” para a conservação do maior felino das Américas, conforme publicado na revista Global Change Biology.
A pesquisa, liderada pelo brasileiro Guilherme Costa Alvarenga, do Instituto Mamirauá e da Universidade de Oxford, é a mais abrangente sobre a movimentação da espécie. Os dados foram coletados de 86 fêmeas e 86 machos monitorados com colares de GPS, resultando em 231.017 registros de localização, abrangendo diferentes ecossistemas e condições ambientais.
Os pesquisadores mapearam 307 áreas núcleo, totalizando cerca de 7,75 milhões de km², o que representa 55% da área atual de distribuição das onças-pintadas. Metade dessa extensão está em áreas protegidas e Terras Indígenas. Além disso, foram identificados 176 corredores de dispersão entre essas áreas.
Entretanto, a conectividade entre as populações não é contínua, sendo interrompida por estradas, cidades e áreas agrícolas. Isso resulta em um aumento do isolamento das populações, o que prejudica a troca genética e torna a espécie mais vulnerável.
Os mapas gerados pelo estudo indicam áreas prioritárias para ações de conservação, como a restauração de corredores e o combate à caça. Além disso, foram identificados 507 corredores potenciais entre áreas protegidas e Terras Indígenas que precisam ser investigados em futuras pesquisas.
Com informações do G1.
