
Tiago Vitor de Oliveira Ferreira e Felipe Henrique Alves de Souza, ambos com 14 anos, foram os vencedores da categoria nível 1 da Olimpíada Brasileira de Satélites (OBSAT) com a criação de um satélite caseiro. Os estudantes de Limeira, interior de São Paulo, destacaram-se na fase de lançamento estratosférico por balão meteorológico, culminando na conquista do primeiro lugar.
O projeto, classificado como Cansat, foi desenvolvido com o objetivo de ser uma solução de baixo custo, com dimensões semelhantes a uma lata de refrigerante. Sua função principal é a coleta e armazenamento de dados de sensores, transmissão de informações em tempo real e registro de imagens durante o voo para posterior análise.
Com um forte viés educacional, a dupla pretende levar o projeto para escolas públicas após a competição, oferecendo oficinas e palestras. A iniciativa visa inspirar alunos a construir seus próprios satélites, aprendendo sobre engenharia, programação e outras áreas correlatas, democratizando o acesso a esse tipo de conhecimento técnico.
Felipe explicou que a concepção do projeto foi motivada pela experiência de Tiago em escolas públicas e pela dificuldade de acesso a conteúdos científicos avançados. O satélite, batizado de “EduSat”, foi projetado para ser o mais econômico e compacto possível, com um custo de produção estimado em R$ 299.
Atualmente, os jovens se preparam para o lançamento do satélite, que atingirá aproximadamente 28 quilômetros de altitude impulsionado por um balão meteorológico. Durante a permanência em alta altitude, o dispositivo coletará dados por algumas horas, com a expectativa de retornar intacto, embora testes sejam realizados para minimizar riscos de perda.
Antes do voo, o satélite passa por rigorosos testes de resistência, incluindo vibração e magnetismo. Caso avancem para as etapas seguintes da olimpíada, o protótipo será aprimorado para lançamentos com parâmetros mais próximos aos de satélites oficiais.
O interesse pela ciência e tecnologia que impulsionou o projeto remonta à infância de Tiago, que demonstrava curiosidade em desmontar e entender o funcionamento de objetos. A participação em olimpíadas acadêmicas, incentivada pela escola, também foi um fator crucial para a motivação e o sucesso na OBSAT.
