
Residentes de diversos bairros de Sumaré, em São Paulo, enfrentam há pelo menos três dias a ausência de água nas torneiras, o que tem impactado severamente as rotinas domésticas. A dificuldade em realizar tarefas básicas como tomar banho, lavar louças e roupas, e até mesmo dar descarga, levou muitas famílias a recorrer à compra de água em galões e à coleta da chuva como soluções emergenciais.
A situação tem gerado grande insatisfação entre os moradores, que se queixam da falta de comunicados claros sobre os motivos do desabastecimento e sobre a previsão de normalização. A aposentada Ana Maria dos Santos, do Jardim Viel, relatou que sua caixa d’água de 300 litros durou apenas um dia, desde o último domingo (11), e que um breve retorno do fornecimento na segunda-feira (12) foi rapidamente interrompido.
No Jardim Cidade Nova, Francielle Mitterer, mãe de uma criança pequena, descreveu o impacto da falta de água na higiene e na rotina familiar. Com as reservas esgotadas, ela teme pela saúde da filha e busca alternativas como ir à casa da mãe para garantir o banho, enquanto utiliza água comprada para cozinhar.
Bruna Toledo, outra moradora, que costuma ter uma reserva de água em casa, viu seus estoques acabarem. Ela expressou sua frustração com a persistência do problema e a falta de informações precisas, questionando quem arcaria com os prejuízos decorrentes da falta do serviço, especialmente com as contas em dia.
A BRK, concessionária responsável pelo abastecimento na cidade, informou que as interrupções foram causadas por fatores distintos. No domingo e segunda-feira, o alto consumo teria gerado oscilações de pressão na rede, afetando áreas mais altas e distantes. Na terça-feira, um reparo emergencial em uma rede rompida na região do Jardim Maria Antônia foi realizado e concluído.
Um incidente específico que afetou a captação de água na quarta-feira (14) foi o tombamento de uma carreta carregada com diesel no Ribeirão Anhumas, em Campinas, que gerou odor de combustível na água. A concessionária está monitorando a situação e buscando a normalização do abastecimento, mas os moradores clamam por soluções definitivas para as frequentes interrupções e por mais transparência.
