Dólar volta a superar R$ 5 com cautela eleitoral e ajustes na bolsa

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A moeda americana fechou em alta de 0,74% após o feriado, ultrapassando a marca de R$ 5. A bolsa de valores brasileira acompanhou a tendência de recuo, impactada por fatores internos e externos.

O dólar comercial encerrou o dia negociado a R$ 5,023, registrando uma valorização de 0,74% na volta do feriado. A divisa americana voltou a fechar acima dos R$ 5, mesmo com um movimento de queda no mercado internacional. A alta da moeda no Brasil ocorre em um contexto de acompanhamento de pesquisas eleitorais e de um cenário de incertezas políticas.

A bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, também sentiu os efeitos da cautela e encerrou o pregão em queda de 1,04%, aos 206.887,52 pontos. O movimento de recuo foi impulsionado por ajustes após os recordes históricos alcançados na semana anterior, além da realização de lucros por parte dos investidores. O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 45,63 bilhões.

No mercado internacional, o índice do dólar apresentou leve queda de 0,34% diante de uma cesta de seis moedas. No entanto, a divisa americana se fortaleceu no Brasil, refletindo a aversão ao risco local. O Banco Central comunicou o cancelamento de um leilão regular de rolagem de swap cambial devido a um problema técnico, o que poderia ter influenciado a dinâmica do câmbio.

As bolsas de Nova York operaram com cautela, influenciadas pela divulgação de resultados trimestrais de grandes bancos e por movimentos em ações de empresas de tecnologia. O S&P 500, por exemplo, encerrou o dia com uma ligeira desvalorização de 0,02%. O cenário externo, embora não tenha sido o principal motor da alta do dólar no Brasil, contribuiu para o clima de incerteza nos mercados globais.

O preço do petróleo apresentou comportamento misto. O barril do tipo Brent para dezembro recuou 0,9%, cotado a US$ 105,69. Já o barril do WTI, negociado nos Estados Unidos, teve alta de 0,43%, fechando a US$ 94,14. As negociações da commodity foram influenciadas pela expectativa de aumento da oferta russa e por tensões geopolíticas no Oriente Médio.

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