O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu pela remoção de um vídeo que exibia jovens suspeitos de tráfico de drogas em Piracicaba (SP) usando camisetas do Partido dos Trabalhadores (PT). A ação ocorreu na quarta-feira (21) e os policiais militares são acusados de forçar os detidos a vestirem as camisetas antes de serem levados à delegacia.
A ministra do TSE, Estela Aranha, argumentou que o conteúdo do vídeo sugere uma ligação entre o PT e a criminalidade, além de atribuir aos jovens uma preferência eleitoral não comprovada. A decisão foi tomada após um pedido da coligação “Brasil Pronto Pra Mais”, que apoia a candidatura do presidente Lula.
O vídeo foi inicialmente compartilhado por políticos como o senador eleito Guilherme Derrite (PP) e outros apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL). Em nota, Derrite defendeu que a intenção da publicação era alertar sobre o aliciamento de jovens pelo tráfico, sem menção às camisetas.
A Polícia Civil registrou um boletim de ocorrência com quatro crimes que os policiais militares podem ter cometido, incluindo constrangimento ilegal e abuso de autoridade. O caso será investigado pela Corregedoria da PM, dado que os acusados são integrantes da corporação.
Moradores e familiares dos detidos afirmam que os jovens não usavam as camisetas durante a abordagem, alegando que os policiais teriam forjado a situação. A Polícia Militar anunciou que abrirá uma apuração sobre as alegações de agressões e a obrigatoriedade do uso das camisetas. O PT também solicitou a investigação do caso junto à Procuradoria-Geral da República, alegando que a situação visa prejudicar a campanha eleitoral.
