Escolas de Piracicaba enfrentam desafios para adaptação ao calor extremo

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O plano de climatização das escolas estaduais em São Paulo deixará de fora a maioria das unidades na região de Piracicaba, onde 37 das 63 escolas não receberão ar-condicionado. A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que prioriza áreas mais quentes do estado, mas não explicou a exclusão de 59% das escolas da Unidade Regional de Piracicaba.

Especialistas em arquitetura bioclimática da Unicamp, como Letícia Neves e Eduarda Chaga, destacam que a climatização deve ser complementada por estratégias passivas, como paredes grossas e ventilação cruzada. Neves alerta que a falta de planejamento na instalação de ar-condicionado pode resultar em ambientes insalubres, aumentando a concentração de CO₂.

As adaptações necessárias nas escolas incluem isolamento térmico, pinturas claras nas fachadas e otimização da ventilação natural. Chaga ressalta que os manuais da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) não consideram as características climáticas regionais, o que pode comprometer o conforto dos alunos.

A Seduc informou que as escolas fora do programa de climatização possuem, em média, três ventiladores por sala. Em dias de calor intenso, recomenda-se a adaptação da rotina escolar, com aulas de Educação Física menos intensas e pausas para hidratação. As direções das escolas têm autonomia para implementar essas medidas conforme necessário.

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