Lucas Belarmino Ribeiro, um mergulhador de Rifaina (SP), encontrou uma forma inusitada de sustento ao atuar como caçador de objetos perdidos nas águas da represa do Rio Grande, que faz divisa entre São Paulo e Minas Gerais. A cada semana, ele se prepara para resgatar celulares, joias e outros pertences que banhistas deixam submersos.
Com um quadriciclo, Lucas chega às margens do rio e inicia sua rotina de mergulho. Ele relata que muitos não acreditam que seus itens possam ser recuperados, mas ele se empenha em devolver os pertences para que as pessoas não tenham suas semanas arruinadas. Sua popularidade cresceu nas redes sociais, especialmente após ajudar a recuperar objetos de vítimas de um naufrágio recente.
Recentemente, Lucas atuou voluntariamente após uma chalana naufragar no dia 11 de outubro, resgatando mais de 20 pares de óculos de sol e seis celulares, todos devolvidos aos seus proprietários. Para realizar suas buscas, ele utiliza equipamentos profissionais, incluindo cilindros de oxigênio e um detector de metais, já que as profundidades podem chegar a mais de 20 metros.
Entre os itens recuperados, destaca-se uma corrente de ouro de 60 gramas, avaliada em R$ 50 mil. Lucas compartilha suas descobertas nas redes sociais, ajudando proprietários a reencontrar seus objetos. Ele sugere que as pessoas façam referências visuais do local onde perderam os itens, aumentando as chances de resgate.
O naufrágio da chalana envolveu 22 pessoas, todas resgatadas sem ferimentos. O piloto, José Eduardo Goulart de Andrade, agiu rapidamente para garantir a segurança dos passageiros. A Capitania Fluvial do Tietê-Paraná investiga o incidente, que ocorreu em um ponto turístico popular da região.
Com informações do G1.
