A Polícia Federal de Bauru (SP) requisitou o afastamento imediato do prefeito de Jaú, Ivan Cassaro (PSD), em um inquérito que investiga corrupção, organização criminosa e crimes eleitorais. A medida visa proteger testemunhas e colaboradores, uma vez que o prefeito ainda exerce influência sobre os servidores públicos.
Ivan Cassaro foi indiciado por corrupção passiva, organização criminosa e corrupção eleitoral. Este é seu segundo mandato, tendo sido reeleito nas eleições municipais de 2024. A investigação revelou a existência de um ‘gabinete paralelo’ que manipulava a opinião pública e promovia a gestão do prefeito por meio de desinformação.
O esquema envolvia pagamentos clandestinos a comunicadores, que recebiam cerca de R$ 1,5 mil mensais para exaltar a administração e atacar adversários. Além disso, um responsável por obras na cidade denunciou que pagamentos ficavam retidos na prefeitura até que ele realizasse repasses via PIX a comunicadores indicados pelo gabinete.
A Operação Mídia Cativa, deflagrada em maio de 2026, resultou na execução de 13 mandados de busca e apreensão em Jaú e outras cidades. O inquérito aponta que um ex-secretário coordenava os repasses financeiros, enquanto um secretário em exercício enviava pautas e orientações editoriais.
Em resposta às acusações, a Prefeitura de Jaú informou que o caso está sob segredo de justiça e que todas as manifestações serão feitas exclusivamente no âmbito judicial, ressaltando que a nota também reflete a posição pessoal do prefeito Ivan Cassaro.
Com informações do G1.
