Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi transferido de Brasília para o sistema penitenciário de São Paulo na quarta-feira (15). A operação foi realizada sob um rigoroso esquema de segurança, coordenado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais e executado pela Polícia Penal Federal, com apoio de um avião da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Após sua chegada em São Paulo, Tuta foi encaminhado para a Penitenciária de Segurança Máxima de Presidente Venceslau II, uma unidade que abriga líderes do PCC antes de serem enviados ao sistema federal, conforme o grau de periculosidade. A transferência foi autorizada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo no início de agosto, com a determinação de que o Departamento Penitenciário Nacional, a Justiça Federal e a Polícia Federal colaborassem no processo.
Tuta foi preso em maio na Bolívia e, desde então, estava detido no presídio federal de Brasília. Ele possui duas condenações decretadas em investigações do Ministério Público de São Paulo e foi um dos principais alvos da Operação Sharks, que ocorreu em 2020. Durante sua fuga, ele foi considerado foragido pela Interpol.
A transferência de Tuta foi apoiada tanto pelo Ministério Público quanto pela Secretaria de Administração Penitenciária, que não identificaram motivos para sua permanência no sistema federal. Tuta é considerado o sucessor de Marcola, o atual chefe do PCC, que cumpre pena no sistema penitenciário federal desde 2019.
A prisão de Tuta na Bolívia, ocorrida em agosto, foi resultado de uma operação da polícia local, que o deteve ao tentar renovar documentos com identidade falsa. Ele é visto como uma figura central na nova estrutura do PCC, que se reorganizou após a transferência de Marcola para um presídio federal.
Com informações do G1.
