
A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo confirmou neste sábado (17) que análises laboratoriais detectaram alterações na qualidade da água distribuída em Itapeva, cidade que registrou aproximadamente 2.600 casos de virose em cerca de 20 dias. Os laudos do Instituto Adolfo Lutz apontaram inconsistências nos parâmetros de cloração, cor e turbidez, entre 22 de setembro e 7 de outubro, período correspondente ao pico de atendimentos médicos na rede pública.
As investigações da Secretaria Estadual de Saúde sugerem que a água da rede pública pode ter sido a fonte comum dos casos de gastroenterite, que acometeram 2.686 moradores até o momento. As coletas de água foram realizadas e encaminhadas para análise em Sorocaba, onde os resultados indicaram as irregularidades. A apuração municipal ganhou força após cerca de 700 pessoas apresentarem sintomas como vômito e diarreia em apenas quatro dias.
Diante do cenário, a população foi orientada a consumir alimentos bem cozidos, manter rigorosa higiene das mãos antes do preparo de refeições e utilizar hipoclorito de sódio a 2,5% para desinfetar a água de consumo. A Sabesp, companhia de saneamento básica do estado, informou em nota que não identificou anomalias na água encanada na cidade durante suas próprias verificações.
A elevada procura por atendimento médico levou hospitais e farmácias a reforçarem seus estoques. Médicos ressaltam a importância da hidratação para pacientes com suspeita de gastroenterite, alertando que a diarreia pode levar à desidratação severa. O Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo aguarda informações adicionais da Vigilância Epidemiológica Municipal para determinar as próximas medidas.
A gastroenterite, caracterizada pela inflamação do estômago e intestino, manifesta-se com sintomas como diarreia, vômitos, náuseas, dores abdominais e, por vezes, febre. A recuperação, na maioria dos casos, pode ser feita em casa com cuidados específicos, como a ingestão contínua de líquidos, preferência por alimentos leves e repouso. A higiene das mãos é fundamental para evitar a disseminação da doença entre familiares.
