‘Não tenho forças para nada’, diz jovem que perdeu audição e foi parar na UTI após levar golpe de capacete na cabeça

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Uma jovem de 21 anos, vítima de uma violenta agressão com um capacete em Limeira, no interior de São Paulo, descreveu as severas dificuldades que enfrenta no dia a dia devido às sequelas. A agressão, ocorrida no final de setembro, resultou em perda auditiva, comprometimento da memória e uma internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Atualmente em recuperação em casa, a vítima relata a perda de forças e a incapacidade de realizar tarefas básicas, como andar sem auxílio e se alimentar de forma adequada.

A jovem, que optou por não se identificar, detalhou à EPTV, afiliada da TV Globo, as limitações impostas pelas lesões. Ela expressou a dificuldade em se mover sozinha, tomar banho e segurar a filha de quatro meses. A audição do lado direito foi completamente perdida, enquanto a do lado esquerdo permanece abaixo de 100%. A alimentação restringe-se a consistências pastosas devido à dificuldade de mastigação.

O ataque aconteceu após uma discussão iniciada por um desacordo sobre o estacionamento de uma moto. Segundo o relato da vítima, a mãe dela pediu para que o motoboy retirasse o veículo que bloqueava a saída da residência. A situação escalou após trocas de insultos, culminando no golpe com o capacete na cabeça da jovem, que estava na presença da filha pequena.

O suspeito, identificado como Jonatha Pereira Cabrini, de 32 anos, foi preso nesta terça-feira (13) pela Polícia Civil, que cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. O celular, o capacete e a motocicleta utilizados no crime foram apreendidos. Investigações apontam que o homem já possui antecedentes criminais por tráfico de drogas.

Devido ao impacto, a vítima caiu no chão, perdendo a consciência e apresentando convulsões e sangramento. Os exames médicos confirmaram um traumatismo cranioencefálico severo, com fratura no osso occipital direito e extensão para o osso temporal, além de hematomas, hemorragias intracranianas, contusões encefálicas e edema cerebral. A vítima espera que a justiça seja feita e que o agressor pague pelas graves consequências de seus atos, que quase lhe custaram a vida e deixaram a filha à beira de perder a mãe.

As investigações foram conduzidas com base em depoimentos da vítima e familiares, além do reconhecimento feito por uma testemunha. O delegado responsável classificou a agressão como violenta, com risco de morte, conforme laudo do Instituto Médico Legal (IML). O investigado deve responder por tentativa de homicídio qualificado e permanece detido, à disposição da Justiça.

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