Papa Francisco passa por cirurgia e tem adenocarcinoma pulmonar diagnosticado

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O pontífice passou por procedimento para remoção de nódulo no pulmão direito após diagnóstico de adenocarcinoma, o tipo mais comum de câncer pulmonar, que afeta glândulas produtoras de muco.

O Papa Francisco foi submetido a uma cirurgia nesta terça-feira (13) para a retirada de um nódulo no pulmão direito. A intervenção ocorreu após a detecção de adenocarcinoma pulmonar, o subtipo mais frequente de câncer de pulmão, segundo informou o Vaticano.

O adenocarcinoma é um tipo de câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) que se origina em glândulas produtoras de muco, geralmente localizadas na parte externa dos pulmões e com crescimento mais lento. Ele se desenvolve na região periférica dos pulmões, afetando os alvéolos, onde ocorrem as trocas gasosas.

Este subtipo de câncer tem uma probabilidade maior de ser identificado em estágios iniciais, antes de se espalhar para outros órgãos, em comparação com outros tipos de CPNPC. No entanto, especialistas alertam que a doença pode ser silenciosa, com sintomas frequentemente confundidos com outras enfermidades, reforçando a importância da consulta médica ao surgirem quaisquer sinais.

Entre os sintomas que podem indicar a doença estão tosse persistente, falta de ar, dor no peito, rouquidão, fadiga, dificuldade para respirar ou engolir, chiado no peito, tosse com muco e sangue, perda de apetite, inchaço no rosto ou pescoço e perda de peso inexplicada.

Embora o tabagismo seja a principal causa de câncer de pulmão, o adenocarcinoma também é encontrado em não fumantes, afetando com maior incidência mulheres e jovens. A exposição a fatores como fumo passivo, radônio, gases de escapamento de motores a diesel e substâncias como cromo, berílio, níquel, fuligem, alcatrão ou amianto pode elevar o risco de desenvolvimento da doença.

O diagnóstico é realizado por meio de exames de laboratório e de imagem, como raio-x, ressonância magnética ou tomografia computadorizada. Uma biópsia, confirmada pela análise de uma amostra de tecido, é necessária para a confirmação da doença, como ocorreu com o Papa Francisco, que teve um nódulo removido após detecção em exames de rotina.

O tratamento e as chances de cura dependem do estágio em que o câncer é diagnosticado. Se identificado precocemente, com o tumor pequeno e sem atingir os gânglios linfáticos, as possibilidades de cura são maiores. As abordagens terapêuticas incluem cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapias-alvo, conforme a progressão da doença.

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