Modelo do interior de SP relata experiências como ‘sugar baby’

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Uma modelo de 30 anos, residente em São José dos Campos, interior de São Paulo, compartilhou suas experiências como ‘sugar baby’, revelando que recebeu uma viagem à Itália com todas as despesas pagas, um celular iPhone e dinheiro. Ela decidiu entrar em uma plataforma de relacionamentos do tipo sugar há cerca de três anos, buscando um parceiro maduro e uma relação sem preocupações financeiras.

A jovem, que optou por não se identificar, explicou que após um relacionamento anterior em que bancava tudo, ficou endividada e cansada de homens imaturos. Com isso, viu no aplicativo uma chance de ter um relacionamento mais leve. Ela defende que o modelo sugar não deve ser associado à prostituição, afirmando que a intimidade física nunca foi uma obrigação em seus encontros.

Para garantir sua segurança, a modelo segue algumas regras, como marcar os primeiros encontros em locais públicos e compartilhar sua localização com uma amiga de confiança. Embora suas amigas estejam cientes de sua rotina no aplicativo, sua família ainda não sabe sobre suas atividades. Ela acredita que sua passagem pela plataforma tem prazo, esperando encontrar um futuro marido.

Dados de uma plataforma de relacionamentos sugar indicam que São José dos Campos e Taubaté somam mais de 115 mil usuários. Na cidade de São José, há 80.007 usuários cadastrados, enquanto Taubaté conta com 35.523. A pesquisa revela que a maioria dos ‘sugar daddies’ tem entre 39 e 40 anos e são, em sua maioria, empresários e executivos.

A psicóloga Renata Gonçalves destaca que o modelo sugar permite um ‘contrato claro’ entre os parceiros, proporcionando previsibilidade e segurança. Ela observa que a disparidade financeira entre os envolvidos pode gerar riscos emocionais, mas também pode surgir afeto genuíno. Renata enfatiza a importância do respeito e do diálogo nas relações, independentemente do modelo adotado.

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