O fotógrafo de natureza Pedro do Amaral Velloso teve uma surpresa ao encontrar um grupo de macacos-prego-galegos (Sapajus flavius) enquanto buscava aves para fotografar em 2024. Ele não sabia que a espécie habitava a região, mas a descoberta o motivou a retornar ao local sempre que possível.
Pedro, que trabalha com automação industrial, faz desvios em sua rota de volta do trabalho para observar esses animais. Ele relata que a duração de suas paradas varia, mas já passou mais de 40 minutos apenas observando os macacos se alimentando de cana-de-açúcar. O número de indivíduos avistados pode variar entre sete e oito ou até grupos maiores.
Os macacos parecem acostumados à presença de veículos, permitindo que Pedro os fotografe de dentro do carro, sem se aproximar. Especialistas alertam que oferecer comida a esses animais pode prejudicá-los, pois a alimentação humana não faz parte de sua dieta natural e pode levar a problemas de saúde.
A primatóloga Renata Gonçalves Ferreira, da UFRN, destaca a importância do registro, uma vez que o macaco-prego-galego já foi considerado extinto. A espécie enfrenta ameaças devido à perda de habitat, principalmente por conta das grandes plantações de cana-de-açúcar que fragmentam a Mata Atlântica. O local do registro não é divulgado para proteger a espécie ameaçada.
