Repúdio a listas de boicote a empresários em Ribeirão Preto após reeleição de Lula

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Entidades de classe e autoridades da região de Ribeirão Preto, em São Paulo, manifestaram repúdio nesta terça-feira (27) a listas que circulam em redes sociais e aplicativos de mensagens, incentivando o boicote a empresas que supostamente apoiaram o presidente reeleito Lula. As publicações pedem que consumidores evitem comprar produtos e contratar serviços de estabelecimentos associados ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Essas listas começaram a ser compartilhadas após o resultado do segundo turno das eleições de 2026 e foram registradas em pelo menos dez municípios, incluindo Ribeirão Preto, Serrana e Franca. O Ministério Público alertou que a criação e disseminação dessas listas podem resultar em responsabilização criminal e cível para seus autores, enquadrando-se no crime de injúria.

O promotor de Justiça Carlos Cezar Barbosa destacou que a conduta de boicote é uma forma de ofensa, colocando os empresários em uma posição inferior. Ele também ressaltou que a Polícia Civil possui recursos para identificar os responsáveis pelas mensagens e que os prejuízos financeiros podem ser passíveis de indenização.

Comerciantes da região expressaram preocupação com o clima de intimidação gerado pelas listas. O empresário Francisco Meghelli, de Serrana, afirmou que a prática visa calar vozes divergentes, enquanto Junior Andrade, de Ribeirão Preto, relatou episódios de hostilidade enfrentados por sua equipe. Outros profissionais, como a veterinária Elaine Cristina Sobral, enfatizaram que a orientação política não deve interferir na prestação de serviços.

Entidades como a Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) e o Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto (Sincovarp) condenaram os boicotes e defenderam a convivência pacífica e o respeito à pluralidade de opiniões. Ambas as entidades ressaltaram a importância de superar divisões políticas em prol da recuperação econômica local.

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