Votos brancos e nulos para senadores caem pela metade nas cinco maiores cidades da região de Campinas

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O número de votos brancos e nulos na eleição para as duas vagas de senador nas cinco maiores cidades da região de Campinas apresentou uma queda significativa, totalizando 16% no pleito de 2026. Este índice é a metade do registrado em 2018, quando chegou a 32% nos municípios de Campinas, Sumaré, Indaiatuba, Americana e Hortolândia. A diminuição de 48% nos votos brancos e nulos absolutos, saindo de 767,8 mil para 399,2 mil, fez a proporção de votos válidos subir de 68% para 84%.

A análise dos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indica que o percentual de votos brancos e nulos para o Senado retornou ao patamar observado em 2002. A principal razão para a queda foi a redução expressiva dos votos nulos, que passaram de 509,1 mil em 2018 para 216,5 mil em 2026, representando uma diminuição de 21,2% para 8,7%. Os votos em branco também recuaram, de 258,6 mil para 182,6 mil.

Neste ano eleitoral, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) foram os senadores eleitos por São Paulo, sendo os mais votados nas 31 cidades que compõem a área de cobertura do g1 Campinas. Em conjunto, os dois candidatos concentraram 1,29 milhão de votos nas cinco maiores cidades da região, correspondendo a quase dois terços do total obtido pelos quatro principais candidatos à senadoria.

Em números absolutos, Guilherme Derrite recebeu 658.638 votos e André do Prado obteve 630.609 votos nas cinco cidades analisadas. Em comparação, Simone Tebet (PSB) somou 386.176 votos, enquanto Marina Silva (Rede) registrou 368.965 votos. A votação de Derrite e Prado demonstra a consolidação de suas campanhas na região.

A eleição de 2026 renovou dois terços do Senado Federal, o que significa duas vagas por estado. Os senadores possuem mandatos de oito anos, com eleições intercaladas para renovação de cadeiras. São Paulo, assim como as demais unidades federativas, conta com três senadores em seu quadro.

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