Augusto Cury anuncia silêncio no segundo turno e cogita deixar política

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O candidato presidencial Augusto Cury, terceiro colocado no primeiro turno, declarou que se manterá neutro e em silêncio durante a disputa eleitoral. Ele também indicou planos de se afastar da vida político-partidária.

O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, informou que não se manifestará sobre o segundo turno das eleições, que ocorrerá entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. Ele declarou a jornalistas na noite de domingo (4) que ninguém está autorizado a falar em seu nome ou do coordenador de campanha, Júlio Delgado, para apoiar qualquer um dos candidatos. Cury expressou o desejo de permanecer em silêncio e não responder a questionamentos sobre a reta final da disputa presidencial.

Augusto Cury obteve 2,89% dos votos válidos no primeiro turno, totalizando 3,44 milhões de eleitores. Sua posição neutra torna seu eventual apoio um ponto de interesse para as campanhas de Lula e Bolsonaro, que buscam consolidar suas bases para a próxima fase da eleição.

Além da postura de silêncio em relação ao segundo turno, Cury sinalizou uma possível saída da vida pública. Ele afirmou ter 100% de convicção de que não continuará na política, embora ressalte que o futuro é incerto. O candidato mencionou possuir diversos projetos em andamento, o que pode justificar sua decisão de se afastar da atividade político-partidária.

Durante sua campanha, Cury buscou promover o fim da polarização política no país. Em nota divulgada à imprensa após a apuração dos votos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele agradeceu o apoio recebido e cumprimentou os candidatos que avançaram para o segundo turno. Cury também solicitou que Lula e Bolsonaro considerem suas propostas para o futuro governo.

Em sua mensagem, o candidato enfatizou a importância do diálogo e do respeito entre diferentes espectros políticos. Ele expressou o desejo de que as divergências ideológicas não resultem em ódio ou desumanização, pedindo que as críticas se concentrem em ideias e não em pessoas. Cury finalizou desejando que o futuro presidente governe com foco em um Brasil de esperança.

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