
O Hospital Léo Orsi Bernardes (HLOB), em Itapetininga, no interior de São Paulo, emitiu um alerta nesta quarta-feira (30) sobre a drástica ocupação do seu pronto-socorro. A unidade está com quase o dobro de pacientes esperados, uma situação que afeta seis dos nove setores da instituição e leva à adoção de medidas emergenciais.
A superlotação é mais acentuada no pronto-socorro, que possui 10 leitos e no momento atende 19 pacientes, atingindo 190% de sua capacidade. Outros setores como emergência e semi-intensiva operam com 112,5% de ocupação, clínica cirúrgica com 108,9%, maternidade com 103,3%, e UTI e berçário com 100% de seus leitos preenchidos. A clínica médica também registra alta demanda, com 95,6% de ocupação.
Diante deste cenário crítico, a administração do HLOB decidiu pelo cancelamento temporário das cirurgias eletivas, que são os procedimentos não urgentes. Além disso, o hospital solicitou aos municípios da região que evitem o encaminhamento de pacientes sem necessidade de atendimento de urgência para a unidade.
A sobrecarga no atendimento também levanta preocupações sobre a retenção de ambulâncias, uma vez que o hospital enfrenta escassez de macas disponíveis. A direção do HLOB informou que não há uma causa única identificada para o aumento expressivo na demanda de pacientes.
O Departamento Regional de Saúde (DRS) de Sorocaba declarou que está acompanhando a situação e monitorando o hospital. Através da regulação, a pasta orienta o direcionamento de casos de urgência e emergência para unidades vizinhas, conforme a disponibilidade de leitos.
A expectativa é de que a demanda sobre o HLOB seja aliviada com a futura entrega do Hospital Estadual do Alto Paranapanema, em construção na própria cidade. Previsto para março do próximo ano, o novo hospital terá 240 leitos e oferecerá diversos serviços, incluindo pronto atendimento, centro cirúrgico e atendimento especializado, atendendo 13 municípios da região.
