
O cartório eleitoral de Itapetininga deu início nesta quarta-feira (30) à auditoria das urnas eletrônicas que serão empregadas nas eleições federais deste domingo (4). Os equipamentos passarão por fiscalização antes de serem distribuídos para as seções eleitorais nos municípios de Itapetininga, Alambari e Sarapuí, no interior de São Paulo. Os procedimentos seguem as diretrizes estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantir a transparência do pleito.
Conforme explicado pelo chefe do cartório eleitoral, Gilvane Rodrigues, o processo é aberto à participação de partidos políticos, candidatos e representantes do judiciário e do Ministério Público, além de ser franqueado ao público. Durante a auditoria, é realizada a demonstração de todos os candidatos cadastrados e simulações de votação. Ao final, um relatório impresso, conhecido como zerésima, comprova que a urna não contém votos registrados antes do início oficial da votação.
A zerésima é um documento essencial emitido em cada seção eleitoral antes do início da votação, atestando que o equipamento está pronto para ser utilizado e sem nenhum voto prévio. Este relatório é parte fundamental do processo de lacração e verificação das urnas.
Gilvane Rodrigues ressaltou a importância do procedimento para a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. “É para demonstrar que o mesmo sistema lacrado atrás pelo TSE é o mesmo que consta em todas as urnas”, afirmou, destacando o papel da auditoria na manutenção do rito democrático. A segurança e a integridade das urnas eletrônicas são pilares essenciais para a confiança da população nas eleições.
Na Zona Eleitoral de Itapetininga, são contabilizadas 431 seções, distribuídas em 51 locais de votação, com um total de 471 urnas eletrônicas. Na cidade, o eleitorado é majoritariamente feminino, representando 52% dos 114 mil cidadãos aptos a votar. A região de Itapetininga engloba diversos municípios com significativa participação eleitoral, como Tatuí, Itapeva e Avaré, que juntos somam centenas de milhares de eleitores.
A reta final da campanha eleitoral segue com restrições importantes. Desde terça-feira (29), eleitores não podem ser presos ou detidos, salvo em flagrante de crime inafiançável. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV encerra nesta quinta-feira (1º). No sábado (3), a campanha só é permitida até as 22h, e no domingo (4), dia da eleição, é vedado pedir voto, realizar boca de urna ou distribuir material de campanha.
