
Fenômeno incomum observado em Campinas (SP) revela o ciclo de vida da vespa Cotesia congregata, que utiliza lagartas como berçário para suas larvas.
Um morador de Campinas, São Paulo, identificou uma lagarta com uma aparência peculiar, coberta por estruturas brancas que geraram curiosidade. A cena incomum foi explicada por especialistas como resultado da ação da vespa parasitoide Cotesia congregata, uma inimiga natural das lagartas.
As estruturas observadas na lagarta são, na verdade, pupas da vespa. O ciclo parasitário inicia-se quando a vespa fêmea deposita seus ovos no corpo da lagarta, que servirá de alimento e abrigo para as futuras larvas.
Após a eclosão dos ovos, as larvas da vespa se desenvolvem internamente, consumindo os nutrientes da lagarta hospedeira. Esse processo vital para o desenvolvimento das larvas é prejudicial para a lagarta, que tem sua energia e recursos sendo drenados.
Quando as larvas atingem o estágio de desenvolvimento adequado, elas saem do corpo da lagarta e se transformam em pupas, formando os característicos casulos brancos visíveis externamente. É nesta fase que ocorre a metamorfose da larva para a vespa adulta.
Poucos dias depois, as vespas adultas emergem das pupas, completando seu ciclo de vida. Infelizmente para a lagarta, este processo resulta em sua morte, após ter sido utilizada como fonte de desenvolvimento para a próxima geração de vespas.


