
O delegado da Polícia Civil responsável pela investigação do assassinato do empresário Michel Serra Begali, de 32 anos, apontou que a professora Natália Casorla Begali, também de 32 anos, premeditou o crime e agiu com requintes de crueldade. A vítima foi morta pela ex-esposa a facadas no último domingo (6), no estacionamento de uma academia, em Americana (SP). O delegado Odair José Jaeger informou que pedirá a conversão da prisão domiciliar de Natália em prisão preventiva.
A solicitação para a prisão preventiva se baseia no fato de a suspeita conviver com os dois filhos do casal, de 6 e 12 anos. A Polícia Civil teme pela segurança das crianças e planeja solicitar depoimentos especiais, incluindo escuta especializada para ambas. O delegado destacou que a investigação indica que não se tratou de legítima defesa, mas sim de um crime premeditado, com crueldade e impossibilidade de defesa por parte da vítima, com todas as qualificadoras do homicídio.
Segundo a investigação, Natália e Michel se separaram em setembro de 2026. Na noite anterior ao assassinato, a suspeita teria feito postagens enigmáticas nas redes sociais, como “vou tocar fogo no circo, queimar o palhaço”. No dia do crime, ela teria ido à casa da mãe de Michel para interceptá-lo na saída e, em seguida, perseguido o empresário até a academia.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Michel sai do carro da suspeita e se dirige à academia, sendo então golpeado pelas costas. Embora uma pessoa tenha tentado intervir, Natália continuou os ataques. Michel foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Ele apresentava cerca de 54 lesões, a maioria na parte superior do corpo.
A polícia encontrou Natália dentro da academia, com as roupas sujas de sangue e acompanhada da filha de 12 anos, que teria presenciado a ação. O vídeo da câmera de segurança é crucial para afastar a tese de legítima defesa, visto que a vítima estava de costas no momento dos primeiros golpes. A polícia também apurou que Natália havia solicitado uma medida protetiva contra Michel em agosto, mas a retirou posteriormente.
O delegado concluiu que tudo aponta para a impossibilidade de aceitação do fim do relacionamento por parte da suspeita, levando-a a planejar e executar o crime. A investigação busca esclarecer completamente as circunstâncias e motivações por trás do homicídio.


