
Um homem suspeito de importunação sexual, detido na noite de segunda-feira (14) em um ponto de ônibus na Avenida Francisco Glicério, no Centro de Campinas (SP), está sendo investigado pela Polícia Civil em outros três casos com características semelhantes. A corporação confirmou que Rosemir Martins Neris é o foco de quatro inquéritos policiais por importunação sexual, com episódios registrados em 2024, 2025 e dois em 2026, incluindo a ocorrência mais recente.
De acordo com a Polícia Civil, Rosemir Martins Neris já possui uma condenação de cinco meses de detenção em regime semiaberto por ato obsceno. A sentença, proferida em 4 de setembro, tornou-se definitiva após não haver mais possibilidade de recurso. Essa condenação refere-se a um incidente ocorrido em 22 de julho de 2025, na Avenida Anchieta, onde o homem expôs os genitais a pessoas em um ponto de ônibus.
No incidente de segunda-feira, uma mulher de 24 anos relatou que o suspeito exibiu os genitais para ela no ponto da Avenida Francisco Glicério. Segundo o boletim de ocorrência, o homem teria iniciado uma masturbação enquanto olhava para a vítima. Ao tentar filmar a situação, a mulher viu o suspeito fugir. Ela mencionou também que não era a primeira vez que o via no local.
A defesa de Rosemir Martins Neris, representada pelo advogado Reynaldo Cardarelli Filho, informou que não comentará a condenação anterior devido ao sigilo do processo. Em relação aos demais inquéritos e ao fato de segunda-feira, a defesa afirmou que só se manifestará após ter conhecimento formal dos autos e com a devida constituição nos procedimentos. A defesa ressaltou a importância de analisar cada imputação individualmente, garantindo o contraditório e a ampla defesa.
A denúncia original que levou à condenação por ato obsceno detalha que, em julho de 2025, Rosemir expôs os genitais a uma mulher em um ponto de ônibus na Avenida Anchieta. A vítima relatou ter sido alertada por outra pessoa sobre o comportamento do acusado e, ao olhar, o viu com os genitais expostos, o que a levou a procurar uma viatura policial próxima. Agentes prenderam o homem em flagrante.
Na ocasião, Rosemir negou a importunação sexual, alegando que o zíper de sua calça estava quebrado e seu órgão genital ficou exposto involuntariamente. O juiz da 3ª Vara Criminal de Campinas considerou que o ato não foi direcionado especificamente à vítima, desconfigurando a importunação sexual, mas o condenou por ato obsceno pela exposição pública. A reincidência do acusado foi destacada na sentença, que já foi cumprida em razão do tempo de prisão em flagrante.


