Setenta e cinco toneladas de lixo retidas em sistema de esgoto de Piracicaba evidenciam descarte irregular

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Mais de 75 toneladas de resíduos sólidos, como plásticos, tecidos, materiais de construção e até peças de eletrônicos, foram retidas em sistemas de gradeamento das estações de tratamento de esgoto (ETEs) e elevatórias (EEEs) de Piracicaba. O volume impressionante, equivalente ao peso de 75 carros populares, foi recolhido em um período recente e expõe o grave problema do descarte inadequado de lixo na rede de saneamento do município.

Esses materiais são descartados irregularmente em vasos sanitários, ralos, pias e até mesmo nas vias públicas, sendo arrastados para a tubulação de esgoto. Nas estações operadas pela Mirante, o gradeamento atua como uma barreira essencial, retendo esses resíduos antes que causem danos mais graves à infraestrutura urbana e comprometam a qualidade do efluente tratado antes de seu retorno ao meio ambiente.

O coordenador de operações, Luis Gustavo Theodoro, explicou que o sistema de gradeamento opera em duas frentes para capturar diferentes tamanhos de resíduos. Nas 67 estações elevatórias, grades maiores retêm os objetos de maior volume, enquanto nas 25 estações de tratamento, mecanismos mais finos captam partículas menores. Essa engenharia é fundamental para assegurar a continuidade e a eficiência do serviço de saneamento.

A diretora executiva da Mirante, Josiane Santos, ressaltou que a eficiência do sistema de esgoto depende, em grande parte, das atitudes dos cidadãos. Segundo ela, a rede coletora é projetada exclusivamente para receber efluentes líquidos, e o descarte de sólidos gera um efeito cascata de problemas, incluindo entupimentos e extravasamentos, que afetam toda a cidade e podem causar o retorno do esgoto para as residências.

Para mitigar esses riscos, a Mirante realiza ações contínuas de limpeza preventiva das tubulações e manutenção dos mecanismos de contenção. Contudo, a conscientização da população é vista como um componente crucial para a solução completa. A diretora-presidente da Mirante, Isabelly Gonçalves, enfatizou que a combinação do descarte correto dentro dos imóveis com o trabalho técnico nas estações é o que garante a proteção da infraestrutura e a qualidade ambiental.

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