Conflito no Oriente Médio impacta custos e pode elevar preços de produtos da Nestlé

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Guerra na região eleva custos de energia, frete e matérias-primas, levando a multinacional a reajustar preços e reformular produtos para mitigar repasse ao consumidor.

A Nestlé avalia que o conflito no Oriente Médio, que completa seis meses, está provocando um aumento generalizado nos custos de produção, o que pode se refletir no preço final de seus produtos. A empresa já adota medidas como reajustes de preços, reformulação de itens e retirada de mercadorias com baixa adesão para lidar com a pressão sobre os insumos.

O presidente-executivo da companhia, Philipp Navratil, explicou que, embora o impacto direto nas vendas na região seja limitado, os efeitos sobre os fornecedores são significativos. Conforme Navratil, a expectativa é que todos os parceiros da empresa enfrentem elevação em seus custos, e parte desse aumento deverá ser absorvida pela Nestlé ou repassada aos consumidores.

A alta nos custos de energia, frete e matérias-primas é uma consequência direta da instabilidade no Oriente Médio, segundo a multinacional. A Nestlé busca otimizar suas despesas internas para minimizar o repasse total dos custos adicionais aos consumidores. Além disso, a empresa estuda a descontinuação de produtos que não justifiquem um aumento de preço para o público.

O Oriente Médio representa uma fatia pequena do faturamento global da Nestlé, estimada entre 2% e 3% de seus cerca de 90 bilhões de francos suíços anuais. Por essa razão, o impacto direto do conflito nas vendas da companhia é considerado modesto.

A pressão sobre os custos da Nestlé ocorre em um contexto global de elevação nos preços dos alimentos. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) já alertou para a possibilidade de um novo período de inflação alimentar mundial, com o índice de preços de alimentos atingindo seu maior patamar desde janeiro de 2023.

Essas estratégias de gestão de custos integram uma revisão mais ampla do portfólio da Nestlé, que incluiu recentemente a venda de parte de seu negócio de água engarrafada e a saída do segmento de vitaminas. Navratil confirmou que a empresa permanece aberta a aquisições estratégicas que se alinhem com suas marcas principais.

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