Grito dos Excluídos reúne milhares em atos por moradia, contra violência e por direitos

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Manifestações ocorreram em mais de 50 cidades nesta segunda-feira (7) com foco em reivindicações por moradia digna, reforma agrária, educação, SUS, combate à violência contra a mulher, racismo e LGBTfobia, além do fim da escala 6×1.

Milhares de pessoas participaram nesta segunda-feira (7) da 32ª edição do Grito dos Excluídos, com marchas e atos em mais de 50 cidades brasileiras. Sob o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, os manifestantes reivindicaram direitos básicos e protestaram contra diversas formas de opressão.

Os atos abordaram pautas como a necessidade de moradia digna, reforma agrária, educação pública de qualidade e a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). Houve também um forte clamor contra o feminicídio, a violência contra a mulher, o racismo, a LGBTfobia e a precarização das condições de trabalho, incluindo o fim da escala 6×1.

Em São Paulo, a mobilização percorreu o centro da capital e culminou com uma missa na Catedral da Sé, com foco especial na população em situação de rua. A ativista Miriam Hermogenes, da Central dos Movimentos Populares, ressaltou que a liberdade plena só será alcançada com o fim da existência de pessoas desabrigadas no país. Frei David Santos, da Educafro, também enfatizou a importância da defesa da democracia contra interferências econômicas nas eleições.

O protesto também deu voz a histórias pessoais de luta contra a violência do Estado. Deuza Cordeiro de Lima participou para denunciar o assassinato de seu filho por policiais em janeiro de 2023, um caso que, segundo ela, permanece impune. “Vim como em outros anos denunciar a violência. Meu filho foi morto pela polícia, e seus assassinos estão livres. Ele era inocente, mais um de tantos, e não vou ficar quieta”, declarou.

No Rio de Janeiro, a manifestação seguiu pela Avenida Presidente Vargas e contou com a participação da Escola de Teatro Popular. O grupo encenou esquetes sobre soberania nacional e democracia, buscando engajar o público na discussão política. Julian Boal, um dos coordenadores do coletivo, explicou que a iniciativa visou ampliar o alcance da manifestação, lembrando que a participação democrática transcende o período eleitoral.

A questão da moradia digna foi um dos pontos centrais em diversas cidades. Ricardo Pitta, coordenador do Movimento Quilombos Urbanos Luta por Moradia Digna, destacou a importância da mobilização popular para que segmentos vulneráveis e invisibilizados da sociedade consigam reverter as injustiças que enfrentam.

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