
Um segundo suspeito de participar da invasão a um condomínio de luxo no distrito de Joaquim Egídio, em Campinas (SP), foi preso nesta sexta-feira (4). O homem confessou ter agido no local na última quinta-feira (3) e revelou ter saído de São Paulo com outros criminosos em dois veículos.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito possui ligações com membros de uma organização criminosa que atuou em um roubo em Monte Alegre do Sul e já era procurado pela Justiça de Cabreúva. Um comparsa dele, Eduardo Pacheco da Silva, 35 anos, foi detido anteriormente enquanto buscava os invasores em um carro Fiat Fiorino na mesma região.
O grupo, composto por oito homens armados e encapuzados, teria entrado no condomínio, localizado na Rodovia SP-081, através de uma propriedade vizinha. Eles tentaram invadir dois imóveis, mas foram surpreendidos por moradores que acionaram a polícia. Os suspeitos fugiram para uma área de mata antes da chegada das equipes, atirando contra um sargento da reserva que não se feriu.
Ao checar os antecedentes do segundo preso, a polícia descobriu seu vínculo com a quadrilha denunciada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Campinas. Havia também um mandado de prisão temporária de 30 dias em aberto pela Justiça de Cabreúva, cujos detalhes do crime associado não foram informados.
O indivíduo foi autuado em flagrante por tentativa de roubo e organização criminosa e será mantido na cadeia anexa ao 2º Distrito Policial de Campinas. A Polícia Civil solicitou a conversão da prisão em flagrante para preventiva pelos crimes ocorridos em Campinas.
Câmeras de segurança registraram parte da ação e da fuga dos criminosos, que correram em direção a uma área de mata densa. As imagens mostram o grupo atravessando cercas e um deles caindo durante a corrida. Um carro com dois ocupantes também foi visto observando a movimentação.
As buscas na região, que contaram com o apoio de helicópteros e equipes especializadas, não resultaram na apreensão de outras evidências além de uma camiseta. Segundo um investigador, o cerco policial impediu que os suspeitos deixassem a área.


