
A candidata ao governo de São Paulo pelo Partido da Causa Operária (PCO), Izadora Dias, apresentou propostas que incluem a extinção da polícia e a organização da segurança pública pelos próprios moradores de cada bairro. As declarações foram feitas em entrevista exibida neste sábado (5), como parte de uma série com concorrentes ao governo estadual promovida pela EPTV. O formato da participação na série de entrevistas foi determinado pelo desempenho eleitoral na pesquisa Quaest, divulgada em 25 de agosto.
Dias, que concorre pela primeira vez ao governo de São Paulo, tem 31 anos e é estudante com ensino superior incompleto. Ela argumenta que a polícia não atende aos interesses da população e que a segurança seria mais garantida se fosse organizada pelos próprios cidadãos em suas comunidades. Conforme sua visão, a autodefesa deve ser um direito garantido aos cidadãos, o que inclui o acesso a armas.
Em relação à saúde, a candidata defende a reestatização dos serviços essenciais, argumentando que eles não podem ser tratados como mercadorias. Segundo Izadora Dias, essa medida seria fundamental para promover as mudanças estruturais necessárias no setor. Ela também aplicou raciocínio semelhante à educação, afirmando que a área pública também enfrenta desafios e deveria ter gestão exclusiva do poder público.
A plataforma política do PCO, segundo a candidata, baseia-se em um programa nacional unificado, pois acredita que o avanço regional e a solução de questões específicas dependem da resolução de problemas em âmbito nacional. Na área de habitação, Dias defende o enfrentamento de interesses econômicos de grupos poderosos para ampliar o acesso da população a moradias dignas.
Ela também criticou a alocação de recursos públicos para o sistema financeiro, citando que uma parcela significativa do orçamento nacional é destinada a bancos. A candidata expressou preocupação com a concentração de poder econômico e sua influência nas políticas públicas.


