Médico suspeito de matar duas pessoas a tiros em clínica e atear fogo em corpos no interior de SP é encontrado morto em cela

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O médico oftalmologista José Gabriel Bloise de Meira, principal suspeito de ter matado a tiros duas pessoas em uma clínica de Itapetininga e ateado fogo nos corpos, foi encontrado morto nesta quinta-feira (3) em sua cela na unidade prisional de Potim, no interior de São Paulo. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou que uma investigação interna foi aberta para apurar as causas da morte do detento, que estava sozinho no momento em que foi encontrado desacordado.

A SAP confirmou que a equipe de socorro da unidade prisional prestou os primeiros atendimentos e encaminhou José Gabriel para a Santa Casa de Aparecida, onde o óbito foi constatado. Uma das linhas de investigação aponta para a possibilidade de suicídio. Um boletim de ocorrência foi registrado e a família do médico já foi comunicada sobre o ocorrido.

José Gabriel havia sido transferido para o presídio de Potim em dezembro do ano passado, após sua prisão em 21 de outubro, quando foi detido em flagrante no prédio do INSS, onde atuava como perito. Ele era investigado pelo ataque à clínica no centro de Itapetininga no dia anterior, 20 de outubro.

Na ocasião do ataque, o optometrista Marcelo de Souza Nogueira e o paciente Paulo Correia Leite Júnior faleceram no local, enquanto um terceiro indivíduo sobreviveu. A Polícia Civil apontou que o médico teria planejado o crime e tentado simular um assalto para executar as vítimas, inclusive alugando um veículo dias antes e estacionando-o em local estratégico.

Em sua residência, a polícia apreendeu uma arma calibre .38, um colete balístico e vestimentas que teriam sido utilizadas durante o crime. Segundo as investigações, o médico entrou sozinho na clínica, anunciou o falso assalto e disparou contra as vítimas, que foram obrigadas a se ajoelhar. As perícias indicaram que os tiros atingiram a cabeça das vítimas, de trás para frente.

Após os disparos, o suspeito utilizou um material inflamável, possivelmente álcool em gel, para incendiar os corpos, causando queimaduras severas. Um dos mortos, Paulo Correia Leite Júnior, também apresentava um corte profundo no pescoço, descrito pela polícia como um golpe para finalizar a vítima, visto que o tiro inicial não foi letal. Marcelo de Souza Nogueira, dono da clínica, seria o alvo principal do ataque.

José Gabriel permaneceu em silêncio durante o interrogatório policial e não apresentou justificativas para o crime ou para os objetos apreendidos. Na audiência de custódia realizada dois dias após sua prisão, a Justiça converteu sua detenção em flagrante para prisão preventiva.

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