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Presidente do STF, Edson Fachin, assegura que investigações sobre Banco Master e vazamentos seguirão o rito legal, mesmo diante da gravidade dos fatos. Lula reforça necessidade de igualdade perante a lei.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, declarou nesta sexta-feira (4), em Brasília, que as respostas do Judiciário a eventuais irregularidades, como as relacionadas ao Banco Master e ao vazamento de conversas entre ministros, serão pautadas estritamente pela legalidade. Ele enfatizou que a gravidade das situações não justifica desvios do processo legal, mas sim um compromisso redobrado com as garantias constitucionais.
Fachin assegurou que as apurações serão conduzidas dentro dos procedimentos estabelecidos pela Constituição Federal e pelo ordenamento jurídico, garantindo que as ações corretas sejam tomadas no tempo e na forma que a ordem legal exige. As declarações foram feitas durante evento no Palácio do Planalto, onde foram sancionadas leis que criam fundos para o aprimoramento de diversos órgãos do sistema de Justiça.
Durante o mesmo evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a importância da aplicação uniforme da lei para todos os cidadãos, independentemente de cargo ou condição social. Ele reiterou que ninguém deve usar a função pública para benefício pessoal e que todos devem estar submetidos aos mesmos trâmites legais.
Lula também expressou preocupação com a disseminação de notícias falsas e vazamentos seletivos, que, segundo ele, colocam em risco a democracia brasileira. O presidente cobrou transparência e ações efetivas para combater práticas que prejudicam a credibilidade das instituições e a confiança pública no Judiciário.
A crise no Judiciário se intensificou nesta semana após pedidos de investigação entre ministros do STF. O ministro André Mendonça solicitou ao presidente Fachin a abertura de inquérito contra Alexandre de Moraes, enquanto Moraes pediu investigação sobre a atuação de Mendonça em determinados processos. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também se manifestou pedindo a anulação de uma investigação.


