Estado e União firmam parceria para retomar áreas dominadas pelo crime no Rio

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Acordos de cooperação técnica buscam fortalecer a presença do Estado em territórios sob influência do crime organizado e proteger rotas logísticas cruciais no Rio de Janeiro.

O governo do Estado do Rio de Janeiro e o Ministério da Justiça e Segurança Pública assinaram nesta quinta-feira (3) dois acordos de cooperação técnica com o objetivo de reforçar a presença estatal em regiões afetadas pela ação de organizações criminosas. A iniciativa visa também a segurança de corredores logísticos importantes, como a Avenida Brasil e a Linha Vermelha, além de acessos a aeroportos.

Os documentos foram formalizados pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. A colaboração prevê o intercâmbio de informações, suporte operacional e a integração de tecnologias para desarticular as finanças e o patrimônio do crime organizado.

Segundo o desembargador Ricardo Couto, a parceria entre o Estado e a União aprimora a capacidade de atuação conjunta. Ele destacou que a integração de inteligência, tecnologia e operações ampliará a presença do poder público nas áreas que mais necessitam de amparo.

A cooperação poderá envolver unidades especializadas como a Força Nacional de Segurança Pública, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Penal Federal. O ministro Wellington César Lima e Silva ressaltou a importância da integração dos sistemas penitenciários federal e estadual.

Essa integração visa implementar protocolos para o isolamento de líderes criminosos e para impedir a comunicação entre detentos e suas organizações em atividade. O ministro definiu a ação como uma cooperação federativa em sua plenitude, onde o estado define suas necessidades territoriais e a União oferece seus recursos operacionais, de inteligência e de investigação patrimonial.

O combate às estruturas econômicas do crime organizado contará com a participação de órgãos como a Receita Federal, o Coaf, o Banco Central e agências reguladoras. O objetivo é identificar, bloquear e recuperar bens e ativos ilícitos. A segurança nos principais eixos logísticos do estado, incluindo a Avenida Brasil, Linha Vermelha, Linha Amarela e acessos ao Porto e ao Aeroporto Tom Jobim, também será intensificada.

A estratégia inclui o uso de tecnologias avançadas, como cercamento eletrônico, leitores automáticos de placas, drones e centros integrados de comando e controle. O foco principal é a redução de roubos de cargas e veículos, além do fortalecimento das investigações sobre os grupos criminosos que atuam nessas áreas estratégicas.

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