Petrobras Aumenta Preço Médio do Querosene de Aviação em 13,9%

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A Petrobras reajustou o preço do querosene de aviação (QAV) em 13,9% em média. O aumento, que entrou em vigor nesta terça-feira (1º), foi justificado por tensões geopolíticas no Oriente Médio.

A Petrobras anunciou um reajuste de 13,9% no preço médio do querosene de aviação (QAV), com o novo valor valendo a partir desta terça-feira (1º). A companhia atribuiu a elevação à influência da guerra no Oriente Médio, que tem impactado a logística da indústria petrolífera global. Com a mudança, o custo do litro do combustível subiu, em média, R$ 0,68, com os preços nas refinarias variando entre R$ 5,44 e R$ 5,70.

O impacto do conflito geopolítico na região, especialmente no Estreito de Ormuz – rota vital para 20% da produção mundial de petróleo e gás –, tem provocado flutuações nos mercados internacionais. Embora o Brasil seja um produtor de petróleo, o QAV, como commodity, tem seu preço atrelado às cotações globais. Desde o início do ano, o combustível já acumula alta de 53,3%.

O QAV é um componente crucial para o setor aéreo, representando aproximadamente 30% dos custos operacionais das companhias aéreas brasileiras, conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A variação de preço observada em setembro chega a 14,34% em São Luís, enquanto o menor aumento registrado foi de 13,51% em Canoas (RS).

Historicamente, o preço do QAV é revisto mensalmente, sempre no dia 1º, seguindo um acordo contratual. Em meses anteriores, como abril e maio, o combustível sofreu altas significativas, de 55% e 18%, respectivamente. Para mitigar os efeitos sobre as empresas aéreas, a Petrobras chegou a oferecer o parcelamento do reajuste e, em junho e julho, chegou a reduzir os valores em função de desdobramentos diplomáticos.

Apesar das oscilações, a Petrobras reiterou que o programa de parcelamento do aumento foi retomado em setembro, permitindo que as distribuidoras dividam o impacto financeiro em três parcelas mensais. A empresa também garantiu o fornecimento de todo o volume demandado pelas distribuidoras, assegurando a continuidade das operações.

A cadeia de comercialização do QAV envolve a Petrobras, que o produz em suas refinarias ou o importa, e as distribuidoras, responsáveis pelo transporte e venda final aos aeroportos e outros clientes. Embora a Petrobras detenha cerca de 85% da produção nacional, o mercado é aberto à concorrência, com outras empresas podendo atuar como produtoras ou importadoras.

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