Jovens trocam álcool por remédios para ansiedade em busca de socialização sem ressaca

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Uma parcela crescente da Geração Z abandona o álcool em favor de medicamentos controlados, obtidos ilegalmente, para lidar com a ansiedade social e facilitar interações. A prática preocupa especialistas pelos riscos à saúde e potencial de dependência.

Um número cada vez maior de jovens, especialmente da Geração Z, está optando por trocar o álcool por medicamentos prescritos, como pregabalina e propranolol, em tentativas de socializar sem os efeitos negativos da bebida, como a ressaca e a embriaguez. A prática, impulsionada pela busca por alternativas mais ‘limpas’ e seguras divulgadas em redes sociais, preocupa profissionais de saúde devido aos riscos envolvidos no uso indevido e sem supervisão médica.

O fenômeno, apelidado de ‘geração sóbria’, reflete um aumento significativo nos níveis de ansiedade entre os jovens adultos. Estudos indicam que transtornos mentais graves são mais prevalentes nesta faixa etária em comparação com gerações anteriores. Jovens relatam usar substâncias como pregabalina e propranolol para controlar sintomas físicos da ansiedade, como batimentos cardíacos acelerados e tremores, facilitando assim a interação em eventos sociais.

Especialistas alertam que o consumo dessas substâncias sem acompanhamento médico pode acarretar sérios perigos, incluindo dependência, aumento da ansiedade, insônia e, em casos extremos, pode ser fatal. A facilidade de acesso a esses medicamentos por meio de compras online e a divulgação em plataformas digitais, onde usuários compartilham ‘receitas’ de combinações de substâncias, agrava a situação.

A percepção de que medicamentos são inerentemente mais seguros que o álcool contribui para a popularidade dessa tendência. Pesquisadores de dependência química observam um contingente considerável de pessoas que podem estar desenvolvendo dependência dessas substâncias. A dificuldade em obter dados precisos sobre o uso se deve à obtenção irregular dos medicamentos.

O uso dessas substâncias, que inicialmente visava apenas a participação em festas, tem se estendido a outras situações sociais, como encontros românticos e reuniões familiares. Para alguns jovens, a ausência dessas substâncias impede a participação em diversas atividades sociais, evidenciando uma crescente dependência química para o convívio social.

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