A bancada do PL no Senado, que contará com 29 senadores a partir de 2027, enfrenta uma divisão interna sobre a possibilidade de lançar um candidato contra Davi Alcolumbre (União-AP) na disputa pela presidência da Casa. Enquanto o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o senador Rogério Marinho (PL-RN) manifestam interesse em desafiar Alcolumbre, outros membros do partido expressam preocupações sobre os riscos de uma nova candidatura.
Os senadores mais ideológicos acreditam que a saída de Alcolumbre é crucial para avançar com pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente de Alexandre de Moraes. No entanto, há um temor entre alguns parlamentares de que uma derrota na disputa poderia deixar o PL sem representação nas comissões e na Mesa Diretora do Senado, como ocorreu em 2023, quando Marinho foi derrotado por Rodrigo Pacheco.
Uma reunião está agendada para a próxima quarta-feira (4), onde a bancada decidirá se lançará uma candidatura. O senador Efraim Filho (PL-PB) defende cautela e sugere uma análise cuidadosa do cenário antes de qualquer decisão. Ele enfatiza a importância de avaliar as consequências de uma disputa e a necessidade de uma estratégia bem pensada.
Por outro lado, o senador Carlos Jordy (PL-RJ) argumenta que o partido deve adotar uma postura mais combativa, especialmente após decisões recentes de Alexandre de Moraes que afetaram a família Bolsonaro. Jordy acredita que a situação atual exige uma resposta firme do PL.
Alcolumbre, por sua vez, já está articulando sua reeleição e busca dividir os votos da bancada do PL. O apoio da federação formada por União Brasil e PP à sua reeleição pode influenciar outros partidos do Centrão a seguirem o mesmo caminho.
