
Nova cultivar da Brachiaria decumbens, a BRS Carinás, foi desenvolvida para maior produção de forragem e folhas, visando elevar a produção de carne por área. A novidade pode aumentar a produtividade em até 12%.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou este ano uma nova opção para a formação de pastagens no Brasil: a cultivar BRS Carinás, da espécie Brachiaria decumbens. Esta variedade de capim, amplamente utilizada na alimentação de rebanhos em território nacional, chega para diversificar as opções disponíveis para os pecuaristas. A Brachiaria decumbens, conhecida popularmente como braquiarinha, destaca-se pela sua resiliência e é predominante em propriedades localizadas na região Centro-Oeste.
Por aproximadamente seis décadas, os criadores de gado no Brasil contavam com apenas uma cultivar comercial desta espécie, a Basilisk. O desenvolvimento da BRS Carinás atende à demanda por uma planta mais produtiva, com maior quantidade de forragem e um perfil mais rico em folhas. O objetivo é possibilitar a manutenção de um maior número de animais na mesma extensão de pastagem, otimizando assim a produção de carne por hectare.
Estudos realizados pela Embrapa indicam que a nova cultivar BRS Carinás demonstrou potencial para proporcionar um ganho de peso bovino anual de 13,3 arrobas por hectare. Em comparação, a cultivar Basilisk registrou um desempenho de 11,9 arrobas por hectare no mesmo período.
Essa diferença observada representa um avanço significativo na produtividade, estimado em cerca de 12%. A maior eficiência da BRS Carinás na produção de massa verde e na qualidade da forragem são fatores determinantes para esse aumento de desempenho, beneficiando a pecuária extensiva e intensiva.


