Agência reguladora aprova versão genérica do princípio ativo de Ozempic e Wegovy. A expectativa é de que o novo medicamento chegue ao mercado com um custo até 35% menor, impulsionando a concorrência.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu registro para o segundo medicamento genérico contendo semaglutida no Brasil. A aprovação, publicada nesta segunda-feira (24), foi destinada à Germed Farmacêutica. A semaglutida é amplamente conhecida por ser o princípio ativo de fármacos como Ozempic e Wegovy, utilizados no controle do diabetes tipo 2 e no tratamento da obesidade.
Até o início de 2023, o mercado brasileiro não contava com versões genéricas da substância. A primeira autorização ocorreu na semana anterior, para a farmacêutica nacional EMS. Agora, com a aprovação da Germed, que registrou sua caneta aplicadora, a Semaclique, o acesso a tratamentos com semaglutida tende a se expandir.
O medicamento genérico da Germed abrange quatro apresentações distintas, todas em solução injetável com concentração de 1,34 mg/mL para administração subcutânea. As opções incluem cartuchos de 1,5 mL e 3 mL, acompanhados de canetas aplicadoras e agulhas, com validade de 24 meses para garantir a eficácia.
A liberação de genéricos para a semaglutida foi viabilizada pela natureza de sua produção. Diferentemente de medicamentos biológicos, a semaglutida utilizada em Ozempic e Wegovy é obtida por síntese química, permitindo que outras empresas desenvolvam suas versões após a expiração das patentes originais. Este processo foi seguido tanto pela EMS quanto pela Germed.
De acordo com a legislação brasileira, medicamentos genéricos devem ter um preço, no mínimo, 35% inferior ao do medicamento de referência. Com a entrada de mais um fabricante nacional no mercado, a concorrência com o laboratório detentor das patentes originais se intensifica. Essa disputa tende a gerar uma pressão adicional para a redução dos preços, que atualmente podem partir de R$ 460 para tratamentos à base de semaglutida.


