Bancada feminina alcança maior número da história no Congresso Nacional com aumento de deputadas e senadoras

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As eleições legislativas de 2022 consolidaram a maior bancada feminina da história no Congresso Nacional. Na Câmara, o número de deputadas eleitas cresceu 21%, enquanto o Senado Federal terá 18 senadoras, o maior patamar desde a redemocratização.

A próxima legislatura do Congresso Nacional marcará um recorde no número de mulheres eleitas, com a bancada feminina atingindo sua maior representatividade histórica. Na Câmara dos Deputados, 109 parlamentares foram eleitas, representando um aumento de 21% em relação à legislatura anterior. No Senado Federal, doze mulheres conquistaram as 54 vagas em disputa, elevando o total de senadoras para dezoito a partir de 2023, o maior número desde a redemocratização do país.

Apesar do avanço expressivo, a representação feminina no Congresso ainda está longe de alcançar a paridade com os homens. Na Câmara, a bancada feminina corresponderá a 21% dos 513 deputados federais. No Senado, as mulheres somarão 22,2% das 81 cadeiras. O Distrito Federal se destaca por eleger duas senadoras, tornando-se a única unidade da Federação com três representantes femininas na Casa, enquanto o Piauí permanece como o único estado a nunca ter eleito uma senadora.

O aumento no número de mulheres eleitas para cargos legislativos não garante, automaticamente, a priorização de pautas voltadas para o público feminino. Especialistas apontam que a diversidade de pensamento entre as parlamentares pode levar a posições divergentes, incluindo aquelas que não promovem a igualdade de gênero ou que se alinham a perspectivas consideradas prejudiciais à maioria das mulheres.

O cenário para mulheres negras também apresentou avanços e retrocessos. Na Câmara dos Deputados, a eleição de ao menos 15 deputadas federais negras em 2026 representa um aumento de 66,6% em relação a 2022. No entanto, no Senado Federal, não houve eleição de mulheres negras para as vagas em disputa neste ano, e a representação feminina negra na Casa, historicamente baixa, sofreu um revés.

Apesar do crescimento da bancada feminina, o número de candidatas em 2022 foi inferior ao registrado em 2018, o que levanta questionamentos sobre as barreiras enfrentadas por mulheres na política. Entidades que atuam na defesa dos direitos das mulheres denunciaram agressões e assédio contra candidatas durante o período eleitoral, indicando desafios persistentes para a participação feminina.

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