Dólar sobe e fecha acima de R$ 5,22 em meio a temores globais e alta do petróleo

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A moeda americana avançou 0,97% nesta quinta-feira (1º), impulsionada por tensões no Oriente Médio e elevação nos preços do petróleo. Bolsa de valores brasileira, por sua vez, teve alta, liderada pela Petrobras.

O dólar comercial encerrou o primeiro dia de outubro em alta de 0,97%, cotado a R$ 5,224. A divisa atingiu a mínima de R$ 5,169 durante a manhã e o pico de R$ 5,240 pouco antes das 14h. No ano, o dólar acumula desvalorização de 4,83% em relação ao real.

A valorização da moeda americana no mercado internacional acompanhou o movimento visto no Brasil. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, registrou alta de 0,58%. As preocupações com os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio e a consequente alta no preço do petróleo geraram um movimento de busca por ativos considerados mais seguros.

O cenário internacional também foi marcado pela valorização expressiva das cotações do petróleo. O barril do tipo Brent fechou em alta de 4,37%, a US$ 102,31, enquanto o WTI, referência no Texas, avançou 2,71%, terminando o dia a US$ 92,87. Fatores como o deslocamento de forças militares dos Estados Unidos para o Oriente Médio e incertezas sobre o conflito com o Irã intensificaram a alta do óleo.

Em contrapartida, a bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, fechou o pregão em alta de 0,46%, nos 187.197,46 pontos. A sustentação veio principalmente das ações da Petrobras, que se beneficiaram diretamente da elevação nos preços do petróleo. O avanço ocorreu mesmo diante da cautela dos investidores com o cenário externo e a proximidade do primeiro turno das eleições presidenciais.

O Ibovespa encerrou o mês de setembro com uma valorização de 5% e, no acumulado do ano, já soma uma alta de 16,2%. O volume financeiro negociado na bolsa nesta quinta-feira foi de R$ 26 bilhões.

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