Ideb da rede pública melhora nos anos iniciais do ensino fundamental, mas desacelera nas outras etapas; veja a evolução do índice por estado

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Educação básica pública atinge meta apenas no 1º ao 5º ano do fundamental, enquanto rede privada supera índices em todas as etapas. Paraná se destaca com os melhores resultados.

O desempenho da rede pública de ensino no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2025 apresentou um avanço significativo nos anos iniciais do ensino fundamental, mas mostrou desaceleração nas etapas seguintes. Enquanto o ciclo do 1º ao 5º ano superou as expectativas, os anos finais do fundamental e o ensino médio não atingiram as metas estabelecidas, contrastando com a rede privada que ultrapassou os objetivos em todas as fases avaliadas.

Os anos iniciais, que compreendem o 1º ao 5º ano do ensino fundamental, foram o principal motor de melhoria para a rede pública. Todas as unidades federativas registraram índices mais altos nesta etapa em comparação com 2023, com um avanço médio de 5,7 para 6,1, ultrapassando a meta previamente definida. Essa evolução foi mais expressiva nesta faixa etária do que nas demais etapas do ensino público.

Nos anos finais do ensino fundamental, a maioria dos estados também apresentou melhorias, com o índice nacional subindo de 4,7 para 5,0. Contudo, Rondônia manteve o desempenho anterior, enquanto Tocantins registrou uma ligeira queda, ambos com nota 4,7. O ensino médio público, por sua vez, teve o avanço mais modesto, elevando o índice de 4,1 para 4,3, o maior desde 2005, mas ainda distante da meta de 5,2.

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que a melhora no ensino médio é menos expressiva e que a matemática demandará um esforço concentrado nos próximos anos. A rede pública é responsável por cerca de 80% das matrículas na educação básica do país, com a distribuição de alunos variando entre as diferentes etapas de ensino.

O estado do Paraná se destacou positivamente, alcançando os melhores índices de Ideb tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais do fundamental e no ensino médio. O estado também obteve o melhor resultado no indicador de aprendizagem, que avalia o desempenho dos estudantes.

O Ideb é composto pela taxa de aprovação escolar e pelas notas obtidas em avaliações nacionais como o Saeb, que mede a proficiência em língua portuguesa e matemática. Especialistas ressaltam a importância de garantir que os alunos aprendam efetivamente, não apenas avancem de ano, e que sistemas de recuperação são mais eficazes do que a reprovação indiscriminada para evitar a evasão escolar.

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