Paulo Marchesin, um analista de recursos humanos de Piracicaba (SP), foi diagnosticado com câncer de mama há cerca de 13 anos. Desde então, ele tem se dedicado a dar palestras para conscientizar homens sobre a doença, especialmente em outubro, mês de conscientização sobre o câncer de mama.
Marchesin recorda a surpresa e o choque que sentiu ao receber o diagnóstico aos 43 anos. Ele relatou que os primeiros sintomas surgiram como um desconforto no mamilo esquerdo, mas demorou um ano para procurar ajuda médica, optando inicialmente pela automedicação. Quando finalmente buscou um especialista, já estava em estágio avançado da doença.
Após a biópsia, Marchesin precisou passar por uma cirurgia que envolveu a remoção do mamilo esquerdo e da glândula do lado direito. Ele enfrentou um ano de quimioterapia, durante o qual a fé e o apoio emocional foram fundamentais para sua recuperação.
Atualmente, Marchesin utiliza sua experiência para alertar outros homens sobre a importância de reconhecer sinais de alerta e buscar atendimento médico. Ele enfatiza que a saúde deve ser uma prioridade e que a automedicação pode ser perigosa.
Dados de 2026 indicam que 87 homens em São Paulo foram diagnosticados com câncer de mama, um tumor considerado raro, mas que frequentemente é descoberto em estágios avançados. A oncologista Talita Coelho destaca que a falta de conscientização entre os homens contribui para diagnósticos tardios.
