Menino levado ao Egito é localizado, mas mãe brasileira não consegue recuperá-lo

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Karin Rachel Aranha Toledo, mãe de Adam, vive um drama desde que seu filho foi levado ao Egito pelo pai, Ahmed Tarek Mohamed Faiz Abedelkaleg, sem autorização, há quatro anos. Recentemente, detetives particulares conseguiram registrar imagens do menino saindo de um imóvel ligado à família paterna, o que trouxe à mãe uma mistura de esperança e desespero.

As fotos, obtidas em abril deste ano, mostram Adam acompanhado da avó e usando boné e máscara para não ser identificado. Apesar de a Justiça egípcia ter concedido a guarda do menino a Karin em novembro de 2025, ela ainda não conseguiu retomar a custódia do filho. “Essa imagem não sai da minha cabeça toda vez que eu vou dormir”, desabafou a mãe.

A defesa de Karin já havia protocolado uma queixa criminal contra o pai e a avó de Adam, por não entregarem a criança conforme a ordem judicial. Embora os detetives tenham conseguido localizar o menino, a retirada dele da família paterna depende da ação das autoridades locais.

Karin, que se mudou para o Egito para acompanhar o processo, expressou sua exaustão e impotência após quatro anos de disputas judiciais e tentativas frustradas de encontrar Adam. A mãe afirmou que, apesar de todos os esforços, ainda não vê uma saída para recuperar seu filho.

O caso teve início em setembro de 2022, quando o pai levou Adam, então com 4 anos, do Brasil para o Egito. Desde então, Karin tem enfrentado uma batalha internacional, que inclui a inclusão do pai na lista de procurados da Interpol e a determinação de prisão por parte da Justiça brasileira. Atualmente, ela se sente insegura para retornar ao Egito sem o devido apoio.

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