O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou seu compromisso com a melhoria das contas públicas brasileiras, em meio à deterioração das expectativas do mercado financeiro após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durigan destacou que seu enfoque não será o de adotar a chamada “narrativa fácil” da oposição, mas sim buscar um ajuste fiscal responsável.
Nesta terça-feira, o Banco Central divulgou um boletim com as novas projeções econômicas, que revelaram ajustes significativos nas expectativas de inflação, crescimento e taxa de juros. Os analistas elevaram suas previsões de inflação e reduziram as expectativas de crescimento, além de preverem uma taxa de juros mais alta do que anteriormente estimado.
Essas alterações ocorreram após uma semana de forte volatilidade nos ativos brasileiros, incluindo a Bolsa de Valores e o dólar, que já mostravam sinais de tensão após a confirmação da vitória de Lula. Durigan ressaltou que o projeto apresentado pelo presidente é generoso e busca equilibrar a melhoria fiscal com o compromisso social.
Os analistas expressam preocupação com os déficits fiscais persistentes, que pressionam as taxas de juros e o endividamento público. Para que haja uma redução nas taxas de juros, eles exigem um ajuste fiscal mais robusto, mesmo diante das promessas do governo de manter programas sociais e aumentar salários e aposentadorias.
O ministro afirmou que o objetivo do governo é implementar um ajuste gradual de cerca de dois pontos do PIB durante o quarto mandato de Lula, com a expectativa de que as contas voltem a ser superavitárias até 2027. Durigan enfatizou a importância de uma gestão rigorosa das políticas públicas, visando garantir a aplicação eficiente do dinheiro público e o fortalecimento da governança.
Questionado sobre possíveis mudanças na liderança do Ministério da Fazenda, Durigan afirmou que essa decisão cabe ao presidente, reiterando seu foco em apresentar propostas e diagnósticos que visem melhorar as condições de vida da população.
