O pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, foi encontrado morto em sua fazenda em Rifaina, São Paulo, após ser suspeito de matar a ex-companheira Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos. A defesa do investigado, representada pela advogada Lauriane Baldini França, afirmou que a causa da morte pode ter sido um infarto, uma vez que não foram encontradas marcas de violência no corpo.
Lauriane relatou que, segundo conversas preliminares com peritos e a Guarda Civil Municipal, a morte de Bolelli pode ter ocorrido no mesmo dia do crime, 27 de outubro. Ele tinha histórico de problemas de saúde, incluindo diabetes e tratamento cardíaco, o que reforça a possibilidade de que não tenha suportado o estresse após o incidente.
O corpo do pecuarista foi descoberto na manhã de segunda-feira (2) por familiares e funcionários, próximo ao local onde sua caminhonete foi abandonada. A advogada destacou que não havia sinais de perfurações de arma de fogo ou lesões, e nenhuma arma foi encontrada com ele.
Priscila, natural de Perdizes (MG), foi morta a tiros por Bolelli durante uma discussão em uma propriedade rural. Após o crime, o pecuarista se tornou foragido, com a Justiça decretando sua prisão preventiva por feminicídio. Com a confirmação de sua morte, as investigações devem ser encerradas, pois a legislação penal extingue a punibilidade do crime nesse caso.
O corpo de Bolelli foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Franca, onde exames determinarão oficialmente a causa e a data do óbito. A situação gerou grande repercussão na região e deixou a família do pecuarista em estado de angústia.
